sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Abaixo a rigidez, em alta a fluidez.

Ser muito racional significa muitas vezes ser negativo, rígido, inflexível, características que já não combinam mais com uma gestão dinâmica, tal qual, as demandas urgentes exigem de nós.
Tais características, muito exigidas dos adminstradores em épocas anteriores, estão sendo substituidas pelo auto conhecimento que contempla a "fluidez", a confiança e o contato interno na hora da tomada de decisões.
O gestor rígido, em geral não é capaz de desfocar a sua energia de um único objeto: ele próprio, (o seu próprio desempenho esteriotipado) e abrir o seu coração para "amar" o fruto final de seu trabalho, "o produto".
O lider frio e arrogante, é incapaz de disseminar a cultura e a filosofia da organização, que por ser movido pela onipotência, não valoriza o que está fora de sua mente e de seu controle. Tal atitude exigiria liberdade para a experimentação e para a disseminação de padrões de relacionamento verdadeiramente humanos.
Esse administrador em geral desperta no trabalhador a sensação, e o sentimento de que ele ( o líder) não precisa de nada, inclusive do produto gerado pelo trabalho de seus subordinados. O que ele precisa unicamente é ser obedecido.
Podemos exemplificar: a cultura oriental levou o Japão a superar desastres e tantas fragilidades naturais e vir a ser uma potência industrial. O japonês identifica-se com o êxito de sua empresa, cultiva a lealdade e valoriza o seu superior hierárquico, como seu mestre. Investe-se na capacitação eficaz, e na disseminação da cultura organizacional. Busca alcançar objetivos concretos mas também busca a incorporação do sentido de grupo e comunidade, impulsionada por valores maiores do que a soma das individualidades.
Obviamente esse padrão foi construído em milênios e calcado em uma cultura muito diferente da nossa.
Mas para acompanharmos a evolução do desenvolvimento tecnológico e produtivo, não podemos mais ter (e ser) líderes que suscitam um clima de discórdia.
O colaborador, diante do líder rígido, tende a manter-se na defensiva, bloqueando a capacidade criativa, sentindo-se "menor" no processo produtivo e obviamente desmotivado, indisposto a comprometer-se com mudanças.
Hoje os executivos modernos e disputados por grandes empresas são aqueles que se permitem acreditar na intuição e na espontaneidade nas tomadas de decisões mais estratégicas.