sábado, 21 de maio de 2011

A face oculta da depressão nas relações de trabalho.

É de nosso conhecimento há muito tempo que o trabalho realizado em certas condições inadequadas gera uma infinidade de doenças, entre elas a depressão.
Como distúrbio emocional e do fluxo energético, a depressão causa alterações na forma como o indivíduo vê o mundo, como percebe a sua realidade, ressaltando-se a falta de vitalidade e de esperança.
No entanto, a depressão pode se manifestar de outra forma, comumente observada no meio profissional e permeada por ações motivadas por alta dose de ansiedade e irritabilidade.
Muitos trabalhadores, em especial aqueles que assumem funções técnicas e de comando, agem intensificando as suas atividades, envolvendo-se em dezenas de projetos, permanecendo horas e horas no ambiente de trabalho e não sendo capaz de incorporar à sua rotina os momentos de descanso e confraternização prazerosa com os colegas.
Agem acreditando que necessitam desse alto nível de excitação para corresponderem às expectativas da organização em se manter produtivos, carregando-se de uma energia passageira e superficial.
Tais posturas tendem a acarretar riscos maiores para a saúde do trabalhador, pois apenas camuflam um nível de tensão muscular que funciona como um cabide de sustentação contra a real sensação de desmotivação, desconfiança quanto às próprias capacidades, falta de esperança em si próprio e na vida.
A nível preventivo, o gestores e psicólogos organizacionais, podem atentar para esses riscos, reconhecendo que o trabalhador energizado, verdadeiramente confiante, apresenta uma capacidade produtiva constante e centrada em objetivos claros e atingíveis, com movimentos harmônicos, que tendem a integrar e atrair seus parceiros.
Estamos diante de mais uma proposta preventiva para que a organização possa atingir os tão almejados baixos índices de turnover”, absenteísmo e altos níveis motivacionais.