sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ainda estamos em transição?

Lê-se muito, nas inovadoras teorias de administração do potencial humano nas empresas, sobre o preceito de que as organizações devem lutar para criar um clima mais humano onde se compartilham potencialidades e expectativas profissionais.
Estabelecendo verdadeiras redes de relações humanas voltadas ao bem comum, ao desenvolvimento e saúde global da organização.
Ideias que valorizam a síntese, a cooperação e as capacidades comunicativas através do acesso consciente às múltiplas “inteligencias emocionais” que impulsionam seus membros.
Acredita-se que os objetivos serão efetivamente atingidos caso os colaboradores possam se sentir livres de tensões competitivas, relaxado, fluido e conseqüentemente mais criativo e feliz.
No entanto, ainda observa-se que em geral as culturas organizacionais valorizam o colaborador que se define como o “realizador”, assertivo, competitivo, que deseja acima de tudo “estar no topo”, exercer o poder desvinculado de características humanas integradoras que envolvem o contato com as fragilidades, desejos, calor e compartilhamento afetivo.
Como se percebe há uma importante incoerência na própria visão cultural, resquícios de um período onde o que importava eram somente os resultados imediatos ligados a produtividade a baixos custos.
Sinais de vulnerabilidades individuais e/ou do grupo de trabalho ainda desencadeiam reações de imediata disputa, atitudes agressivas, acusadoras, “ a luta pelo poder”.
Essa conjuntura suga energeticamente o potencial do grupo pois ao invés de integrar para a solução e apoio ao momento delicado, acolhendo o colega fragilizado, o afã maior é em busca de destituí-lo do lugar de poder a custa de deixá-lo ainda mais exposto e consequentemente à expondo a própria empresa.

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