quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A importância crucial das emoções no ambiente organizacional

Esforços voltados ás mudanças num ambiente organizacional tão globalizado e competitivo como nos dias atuais, estão exigindo investimentos em novos projetos de treinamento e desenvolvimento na sua implantação rápida e compromissada do trabalhador.
As pessoas na organização são "chamadas" a se mobilizarem para adquirir novos repertórios comportamentais e funcionais através de "performances" que exigem um contínuo processo de reflexão e aprendizagem.
Aprender está diretamente ligado a memorizar, e a memória sofre uma influência direta das emoções. Podemos dizer que a emoção é o elemento que faz a intermediação entre o conteúdo aprendido a sua assimilação.
Como exemplo podemos visualizar aquela "hostess" de um bom restaurante, no qual fizemos uma reserva com um longo mês de antecedência e aguardamos na máxima expectativa, e que nos acompanha até a mesa, nos levando áquele primeiro e crucial impacto do lugar onde estaremos sentados naquela refeição tão aguardada.
Essa "acompanhante" pode ser comparada com o elemento emocional que, durante um treinamento, uma capacitação, "conduz" os conteúdos aprendidos para determinados reservatórios de memória, tornando-os mais ou menos acessíveis no futuro.
Todos os acontecimentos despertam diversas emoções e todas as nossas lembranças estão acompanhadas por uma carga de emoção que é quantitativa e qualitativamente única, específica.
E não podemos esquecer que a memória é também uma "memória corporal". O corpo registra as vivências ocorridas desde a fase intra uterina e estrutura nosso conjunto de músculos a fim de responder a tais estímulos, principalmente com o objetivo de nos defender de fortes e difíceis emoções.
A criança, impedida de chorar, aprende a contrair a mandíbula, a garganta, os músculos do pescoço e "engole" o choro.
Considerando que, muitos projetos voltados ás mudanças de valores organizacionais, de paradigmas de trabalho, qualidade, produtividade e tantos outros, não chegam aos objetivos esperados, os técnicos e gerentes se perguntam: no que falhamos??
A resposta pode estar justamente na desconsideração da grande importância dos aspectos emocionais no aprendizado e na memória.

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